Donald Trump, o fanfarrão eleito presidente dos Estados Unidos

Em Bart no futuro, episódio do desenho Os Simpsons lançado em março de 2000, um líder espiritual mostra a Bart imagens do mundo anos adiante. Naquela previsão, Lisa Simpson, irmã de Bart, havia se tornado a primeira presidente dos Estados Unidos. Reunida com assessores na Casa Branca, Lisa diz: “Como vocês sabem, nós herdamos finanças públicas falidas pelo presidente Trump”. Dezesseis anos atrás, aquilo tudo era uma piada. Um mês antes do desenho, Donald Trump havia acabado de desistir de sua primeira corrida presidencial, após quatro meses de aventura como pré-candidato do nanico Partido Reformista. Trump presidente era uma ideia tão esdrúxula que foi tratada, por muitos, como mera campanha publicitária. “Nego fortemente que minha campanha tenha sido apenas uma promoção”, disse, ao desistir da candidatura. “Embora seja verdade que meu livro A América que merecemos se tornou um best-seller, além de meu cassino e meus negócios imobiliários terem certamente se beneficiado da exposição.” O marketing pessoal já era sua principal ferramenta. Empresas pagavam para usar o nome Trump para valorizar prédios. “Eu tenho meu nome em metade dos grandes edifícios de Nova York. Eu frequentei a escola de finanças Wharton, a melhor de todas. Eu sou inteligente. Alguns diriam que sou muito, muito, muito inteligente”, disse, em 2000. “Sabia que eu sou o palestrante mais bem pago dos Estados Unidos?”Criança brigona – a ponto de deixar a escola e concluir os estudos em uma academia militar –, aos 25 anos, em 1971, Donald Trump assumiu o negócio da família. A imobiliária Elizabeth Trump & Son foi fundada por sua avó Elizabeth, na década de 1920, com seu filho Fred – pai de Donald. No fim dos anos 1960, a empresa administrava cerca de 14.000 imóveis. Os Trumps enriqueceram com a valorização do mercado residencial de Nova York – por vezes, com métodos questionáveis. Em 1973, o Departamento de Justiça americano processou a Trump Organization – novo nome da imobiliária – por discriminação racial. Segundo a acusação, os funcionários marcavam com o número 9 ou a letra C as propostas de negros e latinos interessados em alugar. Trump processou de volta seus acusadores, e o caso foi encerrado após um acordo judicial. “O que eu não fazia era alugar para programas sociais, fossem brancos ou negros. Eu preferia lutar do que ceder. Depois de ceder uma vez, você ganha a fama de ceder sempre”, disse Trump, na biografia A arte de negociar (1987).499df4304e113e1bbf0b62ead5e3cbc4

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s